13 de Julho de 2017

​​​​Merisio propõe evolução para modelo com extinção das regionais

Merisio fez pronunciamento em plenário pela extinção das regionais

​Extin​guir​ ​as Agências de Desenvolvimento Regional, as populares “regionais”. Essa foi a defesa feita pelo deputado Gelson Merisio (PSD), no plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, na sessão da última terça-feira. O deputado destacou a importância que as estruturas tiveram, quando criadas, mas demonstrou a necessidade de evolução do atual modelo, que exauriu todos seus efeitos. Merisio afirma que a melhor alternativa é valorizar as 21 Associações de Municípios, estruturas já existentes, atuantes e para quem as ADRs se tornaram uma espécie de intermediário.

“Minha posição é clara. Será pela extinção das regionais, discutida com a sociedade no período eleitoral e construindo um modelo de empoderamento dos municípios e das associações que os representam, de forma que os recursos que hoje gastamos para sua manutenção sejam transformados em projetos, para que as ações ocorram onde moram as pessoas, nas cidades de Santa Catarina”, defendeu Merisio.

Em 2016, apenas com questões administrativas como aluguel, terceirizados, entre outras, as chamadas funções meio, o Estado gastou R$ 250 milhões. Esse ​valor, para o parlamentar, tem​ muito​ mais resposta aos anseios da sociedade se aplicado nas chamadas atividades fim, em que são exemplos a contratação de policiais, de médicos entre outros investimentos.

Merisio destacou a importância do debate levantado pelos projetos dos deputados Dóia Guglielmi (PSDB) e Ana Paula Lima (PT), que reacenderam a discussão em relação à extinção das regionais, mas acredita que um assunto como esse, além de ser prerrogativa do Executivo discutir organização administrativa, terá ainda mais validade se debatido com a sociedade no período eleitoral. É um assunto que a população precisa opinar porque impacta o futuro de Santa Catarina.

“Precisamos debater o Estado, não pensando apenas na próxima eleição, e sim pensando nas próximas gerações”, disse Merisio.

O caminho apontado pelo parlamentar é empoderar as Associações de Municípios, 21 entidades já existentes e atuantes. O Estado passaria a ter dentro dessas organizações apenas um representante, uma espécie de sócio minoritário, já que responderia ao presidente da associação dos municípios.

Merisio explica que os últimos 16 anos trouxeram uma série de avanços tecnológicos que tornaram obsoletos a maior parte dos processos administrativos do Estado. “Hoje, situação fruto de um modelo que se perpetua há décadas, temos 108 setores de recursos humanos para atender apenas o governo de Santa Catarina.” Poderia ser um só, com um software inteligente de controle. Outro dado alarmante: em 2020, 64% dos servidores estaduais terão completado o tempo de aposentadoria e a folha salarial de antigos e novos servidores terá que ser suportada pelo Estado, um conta que não fecha.

Os avanços atuais permitem, por exemplo, que o Estado esteja mais próximo do cidadão por meio de aplicativos, na tela do celular de cada pessoa, do que com um prédio na maior cidade de cada região. A tecnologia avançou tanto que permite chegar diretamente às pessoas. Para Merisio, é possível e necessário encurtar esses caminhos na relação com o Poder Público, gerando economia para o Estado, além de produtividade e eficiência para os serviços públicos.

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